Temperatura

Termopar ou PT100: qual sensor de temperatura escolher?

Faixa de temperatura, precisão, resposta e ligação: compare termopares e termorresistências PT100 antes de especificar o sensor e o controlador.

A escolha do sensor define o que o controlador consegue medir e com que qualidade. Termopares e termorresistências do tipo PT100 são as tecnologias mais comuns na indústria, e cada uma atende melhor a um conjunto de condições. Entender as diferenças evita leituras instáveis, desvios e trocas desnecessárias.

Como cada sensor mede

O termopar gera uma pequena tensão a partir da junção de dois metais diferentes, proporcional à diferença de temperatura entre a junta de medição e a junta de referência. Os tipos J, K, N, S, entre outros, diferem em faixa e comportamento. O PT100 é um resistor de platina com 100 ohms a 0 °C, cuja resistência aumenta com a temperatura de forma bem conhecida e padronizada pela IEC 60751.

Na prática, o PT100 costuma oferecer melhor precisão e estabilidade em faixas moderadas, enquanto o termopar alcança temperaturas mais elevadas, é mais robusto em algumas construções e pode ter resposta mais rápida em bainhas finas.

Critérios de escolha

Comece pela faixa de operação: para temperaturas muito altas, como fornos e tratamentos térmicos, o termopar é frequentemente a opção viável. Em processos que exigem leitura precisa em faixas moderadas, a termorresistência tende a ser preferida. Considere também vibração, tempo de resposta, diâmetro da bainha e necessidade de poço termométrico.

A ligação também faz diferença. Termopares exigem cabo de extensão ou compensação do tipo correto até o instrumento. O PT100 pode ser ligado a 2, 3 ou 4 fios; as ligações a 3 e 4 fios compensam a resistência dos condutores e são as mais usadas na indústria. Em distâncias maiores, um transmissor 4–20 mA próximo ao sensor melhora a imunidade a ruído.

Sensor e controlador precisam conversar

A entrada do controlador deve ser configurada para o mesmo tipo de sensor. Um controlador ajustado para termopar tipo J lendo um tipo K, ou um PT100 configurado como 2 fios ligado a 3 fios, gera erros que parecem defeito do processo. Controladores West, como as séries 6100+ e 8100+, aceitam diferentes tipos de entrada, configuráveis conforme a aplicação.

Na substituição de um sensor, registre o tipo, o comprimento de inserção, a conexão ao processo e a forma de ligação. A Fartech apoia a especificação de sensores, transmissores e controladores para indústrias de Minas Gerais.

Para levar à sua cotação

Checklist da aplicação

  • Faixa de temperatura de operação e valor máximo do processo
  • Precisão necessária e tempo de resposta esperado
  • Comprimento de inserção, diâmetro e conexão ao processo
  • Distância até o controlador e tipo de ligação disponível
  • Tipo de entrada configurado no controlador atual

Referências técnicas

Guia elaborado pela Fartech com base nos princípios e documentos abaixo. Limites e recursos devem ser confirmados na documentação da versão escolhida.

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